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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Sem movimentação

Curto o Jota Quest (não nego!): acho uma banda bacana com bons músicos e que fazem um som legal.
Faz tempo que acompanho a trajetória dos caras e, sempre me deparo com um rijo clamor em algumas de suas composições.
Apenas a título de exemplo e, guardadas as devidas proporções: pra mim, Dias Melhores é um rogo de avivamento; O Sol é a certeza de que alguns demônios não mais falarão ou farão alarido; Beijos no Escuro talvez seja um artifício romântico e/ou representativo de que, o melhor caminho é o Caminho...
Ao adquirir o recente trabalho, Folia e Caos, deparei-me com Tudo Está Parado, que, assim que sorvida, se tornou impossível de não estabelecer uma correspondência com a carta de Paulo aos Romanos, 8.19-22.



Ao ouvir a canção me deparo, outrossim, com a asseveração de Dostoiévski: “Existe no homem um vazio do tamanho de Deus.”
Suponho que esse vazio esteja gritando para ser preenchido; presumo que a criação não suporta mais esperar; desconfio que as pedras estejam clamando: clamor esse que se fez/faz no escuro do quartote remete algo?
Nesse ínterim, sei que tudo está parado: esperando uma Palavra! Tudo está parado: esperando uma Palavra, esperando por você!
Vambora agir? Vambora lá? Vambora que tem gente esperando...

NEle,
Rovan Berto
Medio tutissimus ibis.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Apetecer

“O quereres e o estares sempre a fim
Do que em ti é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim”
Caetano Veloso


Medio tutissimus ibis.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sina

“(...) Coração: desejo e sina
Tudo mais, pura rotina, Jazz
Tocarei seu nome pra falar de amor
Minha princesa, art-nouveau
Da natureza, tudo o mais
Pura beleza, Jazz (...)”
Djavan
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Medio tutissimus ibis.
zoe:t-ammô:sempre.muito.infinito!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Medo

Tenho medo do amor e não saber amar
Tenho medo da sombra e medo da luz
Tenho medo de pedir e medo de calar
Medo: que dá medo do medo que dá
Tenho medo de subir e medo de abaixar
Tenho medo da noite e medo do azul
Tenho medo de expelir e medo de aguentar
Medo: que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é alavanca que transforma a vida
O medo é a rachadura que alargou a dor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo: que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo: que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tenho medo de rir e medo de chorar
Tenho medo de encontrar-me e medo de não ser
Tenho medo de dizer e medo de escutar
Medo: que dá medo do medo que dá
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo: que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é um armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que trancou a vida
O medo e uma brecha que fez crescer a dor
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do deus ou do demo?
É ordem ou é confusão?
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo: que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
Pedro Guerra, Lenine & Robney Assis


Medio tutissimus ibis.
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sábado, 7 de maio de 2011

Retroceder

“Não perca tempo assim, contando histórias,
pra que forçar tanto a memória?
Pra dizer: Que a triste hora do fim se faz notória
e continuar a trajetória é retroceder”
Arlindo Cruz, Serginho Meriti & Franco


Medio tutissimus ibis.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Tempo de Amor

Ah, bem melhor seria

Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar

Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar

Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor

Ah, não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender, e se conformar
E se proteger de um amor a mais

O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz

Ah, que não seja meu

O mundo onde o amor morreu

Vinicius de Moraes & Baden Powell

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Medio tutissimus ibis.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Inexprimível

“Depois do silêncio,
o que mais se aproxima
de expressar o inexprimível
é a música.”
Aldous Huxley
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Medio tutissimus ibis.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Brasis

Tem um Brasil que é próspero
Outro não muda
Um Brasil que investe
Outro que suga...
Um de sunga
Outro de gravata
Tem um que faz amor
E tem o outro que mata
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Brasil do ouro
Brasil da prata
Brasil do balacochê
Da mulata...
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Tem um Brasil que é lindo
Outro que fede
O Brasil que dá
É igualzinho ao que pede...
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Pede paz, saúde
Trabalho e dinheiro
Pede pelas crianças
Do país inteiro
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Tem um Brasil que soca
Outro que apanha
Um Brasil que saca
Outro que chuta
Perde, ganha
Sobe, desce
Vai à luta bate bola
Porém não vai à escola...
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Brasil de cobre
Brasil de lata
É negro, é branco, é nissei
É verde, é índio peladão
É mameluco, é cafuso
É confusão...
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Oh pindorama eu quero
Seu porto seguro
Suas palmeiras
Suas feiras, seu café
Suas riquezas
Praias, cachoeiras
Quero ver o seu povo
De cabeça em pé...
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­Seu Jorge, Gabriel Moura e Jovi Joviniano
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Medio tutissimus ibis.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

só.li.dão

“Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança”
Marcelo Camelo
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Medio tutissimus ibis.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não me quebro à toa

Agora ninguém mais me joga pedra,
Porém já jogaram tantas
Pensam que me destruíram

Vocês sabem quando cai um castelo aqui
Levanta-se outro ali
Recuperando o que desmoronou

Só o vencido se transforma no adormecido
Por ter caído desiste
Não quer mais se levantar

Eu, escorreguei foi natural,
Porém o bem não se paga com o mal
Eu vou me levantar outra vez

A construção humana é matéria concreta que só Deus destrói,
Não adianta pedradas que o que vem de baixo não me atinge, não dói

Sou obra boa, sou arte divina não me quebro à toa
Onde escorreguei ainda ficou lodo pra alguém escorregar
Luiz Melodia
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Medio tutissimus ibis.

Gesto forte

“Pois a vitória de um homem
As vezes se esconde
Num gesto forte
Que só ele pode ver...”
O Rappa
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Medio tutissimus ibis.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Se eu quiser

“Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que consumo com o suor do meu emprego
Confusão eu não arrumo
Mas também não peço arrego”
Zeca Pagodinho
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Medio tutissimus ibis.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

be.li.ge.ran.te

“Eu sou guerreiro
Sou trabalhador
E todo dia vou encarar
Com fé em Deus
E na minha batalha
Espero estar bem longe
Quando o rodo passar!
Espero estar bem longe
Quando tudo isso passar...”
O Rappa
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Medio tutissimus ibis.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Balada do Louco

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz
­Arnaldo Baptista & Rita Lee
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Medio tutissimus ibis.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gaiola

“Mas como eu posso ser feliz num poleiro?
Como eu posso ser feliz sem pular ?
Mas como eu posso ser feliz num viveiro,
Se ninguém pode ser feliz sem voar?”
Djavan|Gabriel O Pensador
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Medio tutissimus ibis.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mar de gente

“(...) Atirei-me ao mar
Mar de gente onde
Eu mergulho sem receio
Mar de gente onde
Eu me sinto por inteiro (...)”
O Rappa
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Medio tutissimus ibis.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Cordão

Ninguém
Ninguém vai me segurar
Ninguém há de me fechar
As portas do coração
Ninguém
Ninguém vai me sujeitar
A trancar no peito a minha paixão
Eu não
Eu não vou desesperar
Eu não vou renunciar
Fugir
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Ninguém
Ninguém vai me ver sofrer
Ninguém vai me surpreender
Na noite da solidão
Pois quem
Tiver nada pra perder
Vai formar comigo o imenso cordão
E então
Quero ver o vendaval
Quero ver o carnaval
Sair
Ninguém
Ninguém vai me acorrentar
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Enquanto eu puder cantar
Alguém vai ter que me ouvir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder seguir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder sorrir
Enquanto eu puder cantar
Enquanto eu puder...
Chico Buarque
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Medio tutissimus ibis.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Encontros e Despedidas

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Milton Nascimento e Fernando Brant

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Medio tutissimus ibis.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Meu jeito

E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito
Arrependimetos, eu tive alguns
Mas então, de novo, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção
Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito
Sim, teve horas, que eu tinha certeza
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engolia e cuspia fora
Eu encarei tudo e continuei de pé
E fiz do meu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido
Em pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não, não eu
Eu fiz do meu jeito
E pra que serve um homem, o que ele tem ?
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se ajoelha
Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz do meu jeito

Claude François, Jacques Revaux e Paul Anka

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Medio tutissimus ibis.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Imorais

Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
se chocam por nós
Por nosso brilho
Nosso estilo
Nossos lençóis
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz
Os imorais
Falam de nós
Do nosso gosto
Nosso encontro
Da nossa voz
Os imorais
sorriram pra nós
Fingiram trégua
Fizeram média
Venderam paz
Mas um dia, eu sei
A casa cai
E então
A moral da história
Vai estar sempre na glória
De fazermos o que nos satisfaz
Christiaan Oyens e Zélia Duncan
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Medio tutissimus ibis.